Testemunho de Eliézer Rodrigues

Postado por NaY terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Testemunho de Eliezer Rodrigues

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Itajaí, Santa Catarina... Setembro de 1984
Cerca de um mês após a enchente que castigou o Vale do Itajaí e que deixou milhares de desabrigados, fui acometido por uma doença chamada difteria, também conhecida como crupe. Essa doença ataca garganta, nariz, traquéia e brônquios causando inflamações localizadas e levando a pessoa a morrer asfixiada na grande maioria das vezes. Imagine a sua garganta e seu nariz se fechando. Comer como? Respirar? Nem pensar!
Minha garganta se encontrava muito debilitada, não conseguia comer qualquer coisa. Muitas das vezes eu comia algo e a comida não passava pela garganta...Acabava voltando tudo.
Levado ao hospital da cidade, logo fui internado e colocado no isolamento por se tratar de uma doença infectocontagiosa. Tudo quanto é tipo de aparelhos foram postos sobre mim...comecei a respirar apenas com a ajuda dos aparelhos. O médico olhava para minha mãe e dizia: "Vamos ter fé".
Nesse tempo eu nem conhecia mais minha mãe. Num determinado dia, durante o período da visita, ela olhou pra mim através do vidro que nos separava e eu, sem reconhecê-la, virei o rosto pro lado. Imagino o quanto isso deve ter doído nela.
E eu fui emagrecendo, emagrecendo e emagrecendo. Fiquei, como minha mãe costumava dizer, só em cabelo, pele e no osso
Minha mãe durante todo meu tempo de internação, não se alimentou em momento algum. Não tinha forças pra mais nada, apenas pra ir todos os dias até o hospital me ver, mesmo sem dinheiro, ela ia caminhando da minha casa até o hospital, sempre na esperança de me ver livre daquela doença.
Certo dia, ela vinha chorando pela rua, quando passou em frente a uma livraria evangélica e ouviu uma canção. Ela continuou andando e pensou: "Que hino lindo!"...Na mesma hora uma voz falou que ela deveria pedir oração naquela livraria. Ela parou, olhou para os lados e como não viu ninguém, teve certeza que Deus falava com ela naquele momento.
Atravessou a rua e perguntou à atendente se eles pegavam pedidos de oração ali. A moça mandou-a entrar, pois nos fundos da livraria tinha um homem orando. Quando minha mãe entrou, o homem se levantou de onde estava e veio falar com ela. Ela explicou-lhe toda a situação e tudo o que estava acontecendo comigo. As palavras do homem foram as seguintes: "Vamos ter fé! Na semana passada, veio um casal aqui e pediu oração por sua filhinha que estava bem mal. Ontem eles estiveram aqui com a menina boa e saudável". Os dois oraram e depois da oração o homem olhou pra minha mãe e afirmou que eu não morreria.
Minha mãe voltou pra casa e horas depois foram na casa da minha vizinha ligar para o hospital, afim de terem notícias sobre mim. Lá no hospital a telefonista respondeu: "Não adianta mais ligar, ele já está praticamente morto!". Minha vizinha dizia que tinha dado uma reação em mim, mas que eu estava melhoram paulatinamente. Diversas vezes isso aconteceu, as notícias não eram boas e minha vizinha mudava a notícia, afim de não desanimar minha mãe.
Ela foi no hospital no dia seguinte e...eu estava pior. E ia piorando dia após dia.
Certa feita, mamãe chegou em casa e minha avó veio perguntar sobre minha situação. Ela disse: "Ele está morto! Essa doença deveria ter dado em mim, mas foi dar logo num anjo". Minha avó balançou a cabeça de forma negativa e disse: "Não seja contrária à vontade de Deus, minha filha. Se Deus usou o irmão e disse que ele não vai morrer, ele não vai morrer!"
Num certo dia, minha mãe estava debaixo de um limoeiro e ouviu novamente aquela voz que tinha falado com ela na frente da livraria: "Isso é uma prova!".
Voltando ao hospital, eu me encontrava pior. Não havia nenhum sinal de melhoras e a probabilidade disso acontecer era mínima.
Minha mãe tinha conquistado a simpatia das enfermeiras e permitiam ela ficar 10 ou 15 minutos além do horário normal para os visitantes. Numa dessas visitas, uma enfermeira a chamou e disse: "Olha lá! Acho que o menino da difteria tá melhorzinho! Veja como ele brinca com a mangueirinha do soro!". Minha mãe logo correu e olhou pra mim através da vidraça. No momento em que olhei pra ela, lágrimas começaram a rolar no meu rosto, não emitia som algum, devido à garganta ainda estar apanhada e sem voz. Mas ali Deus começava a realizar um grande milagre.
Desse dia em diante, a cada dia que mamãe ia me visitar, eu estava fora de um aparelho. Fui melhorando gradativamente, até o dia que passei a respirar por conta própria. Visto que a doença estava sendo curada, já permitiram minha mãe entrar no quarto onde me encontrava, ela já pôde me pegar no colo... Até o dia que recebí alta e pude voltar pra casa.
Quando foram me tirar do hospital, o médico olhou pra minha mãe e disse: "Se existe milagre, o que aconteceu com esse menino foi milagre! Pois um dia, quando a enfermeira foi colocar o soro nele, percebeu que ele estava morto... Pouco tempo depois, ele voltou a viver de forma inexplicável"
Graças ao bom Deus não era isso que Ele queria e depois de 21 dias internado naquele hospital, voltei para casa. Deus queria provar mais uma vez que ele é o mesmo Deus que curava no passado. Pela sua infinita misericórdia e poder, fui curado e hoje posso render louvores àquele que um dia me tirou das garras da morte. Glória, pois a Ele eternamente... amém!

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